Eu não sou poeta, não conheço essa arte
O pó é tardio, mas sempre chega
Poetizando vidas no auge da dor...
O poeta tenta, tenta, tenta
Não cansado,
Tenta novamente
E sempre se perde nas perdas
Se afogando na solidão
Eu não!
Eu tento, tento, tento
Não disposto
Desisto novamente
Supero as perdas
E me afogo na solidão
O pó me alcança
A dó os atinge
E só o que resta de mim
É uma palavra
Que transforma
A minha vida
Numa casa trancada a sete chaves
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
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