segunda-feira, 26 de novembro de 2007

NÃO HÁ NÓS

Todos nós somos atores
Mal capazes de acreditar na vida
Indecisos, sequer conhecemos alguém
O valor do homem não está em suas palavras
Não há verdade, também não há ilusão

Há algo invisível, além do mundo há um mundo
Pronto para ser descoberto, perfeito, frágil, fugaz
Toda cor e toda luz é inútil, se neste mundo não existe a paz
A paz de poder amar sem se preocupar com nada
A paz de sofrer tranquilo e navegar sem risco de voltar atrás

Todos nós somos atores
Nosso valor não existe, não existe o homem
Não existe nada, tudo existe pela falta de coisas
No fundo, tudo é perecível, meros castelos de areia
Tudo é breve, tudo culpa dos pés no chão

Não existe limite pra imagem, você é o limite
Você é o culpado, você é o único culpado
Pelo limite imaginário no santuário de sua alma
Você tentou inventar a mais cruel viagem
Sem rota e sem vontade, toda verdade foi-se ao sonhar

Todos nós somos atores, todos nós
Artistas de uma história inventada
Mudam as máscaras, mas o roteiro é igual no fim
A vida imita a arte, não acredito mais em nada
Pois só hoje percebo que jamais acreditei em mim...

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