Vejo uma luz no fim do túnel, não sei se nela encontrarei a resposta para todas minhas perguntas ou se ela nada mais é do que um trem vindo em minha direção pronto para me fazer despertar de um sonho sem sentido! Afinal, há sentido? A nossa vida faz sentido? A sua vida faz sentido? É essa realidade que você tanto sonhou? Será que todas as pessoas que se foram queimadas como bruxas, enforcadas como loucas, esquartejadas para servirem de exemplo a uma sociedade infeliz não adiantou de nada?
A luz que vejo é a da dúvida e a única forma de decifrá-la é ir a sua direção, é enfrentá-la independentemente das renúncias e dos obstáculos pelo caminho. Não posso deixar a rotina não me deixar enxergar a falsa liberdade que me consome, não posso e não consigo. Se por acaso a luz for um trem não vou me abalar, toda luta tem um preço, todo sonho uma realidade para detê-lo.
Eu sinto que tem muita coisa fora do lugar, muita verdade escondida, muita vida com medo e muita idéia sem voz. Parece que tem uma conspiração contra a mudança ou talvez um receio de se lutar por algo abstrato e perder aquilo que se tem. O que me dói é ver que sorrisos cada vez menos habitam semblantes e que cada vez mais almas se entregam aos vícios buscando fugir do mundo real! Mais uma vez eu pergunto: É essa realidade que você tanto sonhou?
Não há dinheiro no mundo capaz de comprar consciências, mas infelizmente ele pode cegá-las. No entanto, cabe a nós enxergarmos além do que esta falsa sensação de normalidade nos impõe. Além do mundo há um mundo, de portas abertas, pronto para ser transformado, redescoberto e reinventado!
O caminhar pelo breu do túnel é infinito, o fim sempre trará um combustível a mais fazendo com que a descoberta alimente novas dúvidas e que estas dúvidas semeiem novos caminhos a fim de alcançar uma era onde o futuro seja uma eterna busca por algo novo. Se por ventura a arte de questionar se mostrar perecível será necessário recomeçar, afinal, “pra quem sabe olhar pra trás nenhuma rua é sem saída”!
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
NÃO HÁ NÓS
Todos nós somos atores
Mal capazes de acreditar na vida
Indecisos, sequer conhecemos alguém
O valor do homem não está em suas palavras
Não há verdade, também não há ilusão
Há algo invisível, além do mundo há um mundo
Pronto para ser descoberto, perfeito, frágil, fugaz
Toda cor e toda luz é inútil, se neste mundo não existe a paz
A paz de poder amar sem se preocupar com nada
A paz de sofrer tranquilo e navegar sem risco de voltar atrás
Todos nós somos atores
Nosso valor não existe, não existe o homem
Não existe nada, tudo existe pela falta de coisas
No fundo, tudo é perecível, meros castelos de areia
Tudo é breve, tudo culpa dos pés no chão
Não existe limite pra imagem, você é o limite
Você é o culpado, você é o único culpado
Pelo limite imaginário no santuário de sua alma
Você tentou inventar a mais cruel viagem
Sem rota e sem vontade, toda verdade foi-se ao sonhar
Todos nós somos atores, todos nós
Artistas de uma história inventada
Mudam as máscaras, mas o roteiro é igual no fim
A vida imita a arte, não acredito mais em nada
Pois só hoje percebo que jamais acreditei em mim...
Mal capazes de acreditar na vida
Indecisos, sequer conhecemos alguém
O valor do homem não está em suas palavras
Não há verdade, também não há ilusão
Há algo invisível, além do mundo há um mundo
Pronto para ser descoberto, perfeito, frágil, fugaz
Toda cor e toda luz é inútil, se neste mundo não existe a paz
A paz de poder amar sem se preocupar com nada
A paz de sofrer tranquilo e navegar sem risco de voltar atrás
Todos nós somos atores
Nosso valor não existe, não existe o homem
Não existe nada, tudo existe pela falta de coisas
No fundo, tudo é perecível, meros castelos de areia
Tudo é breve, tudo culpa dos pés no chão
Não existe limite pra imagem, você é o limite
Você é o culpado, você é o único culpado
Pelo limite imaginário no santuário de sua alma
Você tentou inventar a mais cruel viagem
Sem rota e sem vontade, toda verdade foi-se ao sonhar
Todos nós somos atores, todos nós
Artistas de uma história inventada
Mudam as máscaras, mas o roteiro é igual no fim
A vida imita a arte, não acredito mais em nada
Pois só hoje percebo que jamais acreditei em mim...
sábado, 24 de novembro de 2007
S O M O S ?
Somos guardiões de nossa consciência.
Somos campeões de nossa guerra interior.
Somos escrivões de nossa própria história.
Somos profetas mascarados de mortais.
Somos as pétalas coloridas por instantes fatais.
Somos quimeras de um sorriso infindável, apenas isso, nada mais.
Somos transformados por nossa forma de viver.
Somos copiados cotidianamente sem perceber.
Somos encorajados pelo medo, sem temer.
Somos pedaços de fúnebres inspirações.
Somos curados por inócuas vidas, por nossas pretensões.
Somos culpados por nossas doenças e pela cura de nosso templo.
Somos o lar de nossa identidade, que na solidão, dá a luz ao vento.
Somos a coragem mútua do perdão alheio.
Somos na verdade a culpa que esconde a dor em nosso peito.
Somos o que acreditamos realmente existir dentro de nós.
Somos o que realmente acreditamos ser quando unidos estamos a sós.
Somos um instante de glória em uma distante memória num lugar qualquer.
Somos a falta de honra de uma história que sonha em fazer o que der.
Somos um recém nascido, constantemente em perigo, que insiste ser um ser imortal.
Somos um coração partido, em um distante destino, que fere o suicídio de uma alma sem fim.
O vazio nos enche de perguntas, perguntas cheias de razões.
O pavio nos ensina a aguardar a lenta rapidez do fim de tudo.
O aviso nos preenche com motivos, motivos preenchidos de ilusões.
O caminho nos anima a guardar e guardando escondemos soluções.
Existimos e habitamos existências, vivemos e inspiramos vidas.
Somos o medo na ida, a saudade na volta e a dúvida na eternidade.
Somos na verdade a falta de certeza, a força na tristeza e a angústia na saudade.
Somos o que não sabemos, o que não queremos, o que não podemos, o que tentamos não ser.
Somos e seremos sempre algo novo, sempre crescendo e mudando, a procura de um por que.
Somos campeões de nossa guerra interior.
Somos escrivões de nossa própria história.
Somos profetas mascarados de mortais.
Somos as pétalas coloridas por instantes fatais.
Somos quimeras de um sorriso infindável, apenas isso, nada mais.
Somos transformados por nossa forma de viver.
Somos copiados cotidianamente sem perceber.
Somos encorajados pelo medo, sem temer.
Somos pedaços de fúnebres inspirações.
Somos curados por inócuas vidas, por nossas pretensões.
Somos culpados por nossas doenças e pela cura de nosso templo.
Somos o lar de nossa identidade, que na solidão, dá a luz ao vento.
Somos a coragem mútua do perdão alheio.
Somos na verdade a culpa que esconde a dor em nosso peito.
Somos o que acreditamos realmente existir dentro de nós.
Somos o que realmente acreditamos ser quando unidos estamos a sós.
Somos um instante de glória em uma distante memória num lugar qualquer.
Somos a falta de honra de uma história que sonha em fazer o que der.
Somos um recém nascido, constantemente em perigo, que insiste ser um ser imortal.
Somos um coração partido, em um distante destino, que fere o suicídio de uma alma sem fim.
O vazio nos enche de perguntas, perguntas cheias de razões.
O pavio nos ensina a aguardar a lenta rapidez do fim de tudo.
O aviso nos preenche com motivos, motivos preenchidos de ilusões.
O caminho nos anima a guardar e guardando escondemos soluções.
Existimos e habitamos existências, vivemos e inspiramos vidas.
Somos o medo na ida, a saudade na volta e a dúvida na eternidade.
Somos na verdade a falta de certeza, a força na tristeza e a angústia na saudade.
Somos o que não sabemos, o que não queremos, o que não podemos, o que tentamos não ser.
Somos e seremos sempre algo novo, sempre crescendo e mudando, a procura de um por que.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
O poeta das lágrimas ocultas
Eu não sou poeta, não conheço essa arte
O pó é tardio, mas sempre chega
Poetizando vidas no auge da dor...
O poeta tenta, tenta, tenta
Não cansado,
Tenta novamente
E sempre se perde nas perdas
Se afogando na solidão
Eu não!
Eu tento, tento, tento
Não disposto
Desisto novamente
Supero as perdas
E me afogo na solidão
O pó me alcança
A dó os atinge
E só o que resta de mim
É uma palavra
Que transforma
A minha vida
Numa casa trancada a sete chaves
O pó é tardio, mas sempre chega
Poetizando vidas no auge da dor...
O poeta tenta, tenta, tenta
Não cansado,
Tenta novamente
E sempre se perde nas perdas
Se afogando na solidão
Eu não!
Eu tento, tento, tento
Não disposto
Desisto novamente
Supero as perdas
E me afogo na solidão
O pó me alcança
A dó os atinge
E só o que resta de mim
É uma palavra
Que transforma
A minha vida
Numa casa trancada a sete chaves
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
A música que ofusca o cenário
Um adeus pode se tornar um simples até logo no futuro.
Mas na coerência existente na dúvida, poder se torna raro e distante.
Quando por muito tempo perdura uma mesma coisa, a verdade é que não se é possível acreditar nela.
Vejo isso no cenário musical, pelo excesso de coisas vazias e de frágeis canções, a qualidade some, aumentando cada vez mais o espaço entre o bom e o ruím.
De repente some essa distância, some a coerência, é a diáspora da musicalidade.
Da falta de sentimento surge a invasão, surge a farsa.
É a falsa sinceridade que desconstrói toda e qualquer forma de arte.
Por isso procuro musicar minhas mudanças, reconquistar todo tipo de conselhos alheios que partiram sem deixar rastros.
O correr das horas semeia o ócio e a crença na impossibilidade de acreditar.
Não se enxerga o valor real da realidade, pois o ruim se torna bom, vítima do caminhar mais que normal de uma coisa que perdura pela falta de coisas!
Mas na coerência existente na dúvida, poder se torna raro e distante.
Quando por muito tempo perdura uma mesma coisa, a verdade é que não se é possível acreditar nela.
Vejo isso no cenário musical, pelo excesso de coisas vazias e de frágeis canções, a qualidade some, aumentando cada vez mais o espaço entre o bom e o ruím.
De repente some essa distância, some a coerência, é a diáspora da musicalidade.
Da falta de sentimento surge a invasão, surge a farsa.
É a falsa sinceridade que desconstrói toda e qualquer forma de arte.
Por isso procuro musicar minhas mudanças, reconquistar todo tipo de conselhos alheios que partiram sem deixar rastros.
O correr das horas semeia o ócio e a crença na impossibilidade de acreditar.
Não se enxerga o valor real da realidade, pois o ruim se torna bom, vítima do caminhar mais que normal de uma coisa que perdura pela falta de coisas!
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