segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A música que ofusca o cenário

Um adeus pode se tornar um simples até logo no futuro.
Mas na coerência existente na dúvida, poder se torna raro e distante.
Quando por muito tempo perdura uma mesma coisa, a verdade é que não se é possível acreditar nela.
Vejo isso no cenário musical, pelo excesso de coisas vazias e de frágeis canções, a qualidade some, aumentando cada vez mais o espaço entre o bom e o ruím.
De repente some essa distância, some a coerência, é a diáspora da musicalidade.
Da falta de sentimento surge a invasão, surge a farsa.
É a falsa sinceridade que desconstrói toda e qualquer forma de arte.
Por isso procuro musicar minhas mudanças, reconquistar todo tipo de conselhos alheios que partiram sem deixar rastros.
O correr das horas semeia o ócio e a crença na impossibilidade de acreditar.
Não se enxerga o valor real da realidade, pois o ruim se torna bom, vítima do caminhar mais que normal de uma coisa que perdura pela falta de coisas!

2 comentários:

Anônimo disse...

Caramba Paulo Beto, você tem razão em gênero número e grau no que diz...
Também sempre pensei assim, sorte q existem pessoas como vc que conseguem perceber! O blog tá massa, meus parabéns...
Um bjo escritor querido!

Luiz Alves disse...

É meu querido...
é a prostituição da arte..
fica longe o amor por conta do dinheiro!
dinheiro! dinheiro! dinheiro!
pelos menos as messalinas precisam

abração!