segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Tabuleiro de egos

Fúria passageira
Há um rio na beira
Em busca de dor

Ódio foragido
Um instante, um amigo
Como um espinho no espaço

Pedras escondidas
Sementes, mentiras
Fetos valentes e incertos

Vidas roubadas
Perdidas, abandonadas
No outro lado do espaço

A luz se apaga
O mundo se mata
E brota a mentira surgida

Onda há medo, há vida
No começo vive a saída
O ponto final é recomeço

O dia se apaga
A luz é inútil
É a ditadura da alma

Tudo se vai de repente
Efeito serpente
Te ilude e te mata

É tudo corrompido
Há homem, há inimigo
Em vizinhanças incestas

Confronto, desgraça, pudor
Trair é mais que amor
Supera a fome de cama

Eu vejo ao longe uma guerra
Ainda é primavera
E o bebê por sua vida clama

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