Fúria passageira
Há um rio na beira
Em busca de dor
Ódio foragido
Um instante, um amigo
Como um espinho no espaço
Pedras escondidas
Sementes, mentiras
Fetos valentes e incertos
Vidas roubadas
Perdidas, abandonadas
No outro lado do espaço
A luz se apaga
O mundo se mata
E brota a mentira surgida
Onda há medo, há vida
No começo vive a saída
O ponto final é recomeço
O dia se apaga
A luz é inútil
É a ditadura da alma
Tudo se vai de repente
Efeito serpente
Te ilude e te mata
É tudo corrompido
Há homem, há inimigo
Em vizinhanças incestas
Confronto, desgraça, pudor
Trair é mais que amor
Supera a fome de cama
Eu vejo ao longe uma guerra
Ainda é primavera
E o bebê por sua vida clama
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
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