segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Um convite ao ponto de vista

Te convido
Venha conhecer minha vida
Sentir meu sentimento
Falar com minha voz
Sofrer com minha alma
Olhar com meus olhos

Te convido
Venha, entre em mim
Se tranforme no meu ponto de vista
Sofra o que suporto diariamente
Ande com meus passos
Chore com meus olhos

Te convido
Se veja em meus retratos
Retrate as imagens perdidas dentro de mim
Conviva com a minha convivência
Se una a meus pedaços
Conheça meus amigos, meus defeitos, minhas limitações

Te convido
Jogue meu jogo
Conte minhas mentiras
Aumente o volume e se deixe levar pelo momento
Busque o verdadeiro sentimento
Respire dentro da prisão do meu ego

Te convido
Enfrente a avalanche que enfrenta meu caminho
Lute por esta batalha que alimenta minha natureza
Desrespeite os gestos alheios
Julgue a incerteza sem ter certeza
Seja aquilo que seu julgamento falho condena

Te convido
Me consuma, me guie, se veja em mim
Não suma, se vigie, se veja por mim
Entenda a forma que eu te entendo
Jure e perceba o equívoco de um não
Se perca em minhas histórias

Te convido
Venha! Conviva... Que você vai perceber
Que a nossa diferença
Está em nossa semelhança
E apesar de pensarmos diferentes
Somos a mesma pessoa

Só muda a matéria
A fórmula é a mesma
Só muda a fórmula
A matéria é a mesma

O que somos não supera nada
Não ultrapassa sequer nossa imaginação
Somos um pedaço de nada
Numa vida sem direção.

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